Estudo revela os indicadores de empregabilidade em Londrina

O levantamento reúne estatísticas e comparações entre os últimos dez anos do desenvolvimento da cidade para identificar desafios do futuro.


Livia de Oliveira | CBN Londrina


Londrina tem 5% dos empregos formais do Paraná e 56% dos empregos formais da Região Metropolitana, formada por 25 municípios. Entre 2009 e 2019, a cidade teve um crescimento de 16% nos empregos formais, saltando de 144.229 para 167.502. Foi um aumento semelhante ao apresentado pelos outros municípios da Região Metropolitana. Porém, o diagnóstico feito pela empresa Macroplan mostra que, comparativamente, outras cidades do estudo apresentaram um crescimento maior no mesmo período. Joinville, por exemplo, teve 29% de crescimento, Uberlândia, 30%, e Ribeirão Preto, 29%. Segundo o representante da Macroplan, Rodrigo Souza, por enquanto, o levantamento é quantitativo, depois serão buscadas as explicações para os resultados.

Londrina perdeu indústrias de transformação entre 2009 e 2019, caindo de 19% para 13% na constituição dos empregos formais da cidade. O setor de serviços, em contrapartida, cresceu no mesmo período de 43% para 49%. As outras cidades utilizadas como padrão comparativo para o estudo também apresentaram queda na participação da indústria no emprego formal.

As micro e pequenas empresas são responsáveis por 57,4% dos empregos formais de Londrina, 5% a mais do que Ribeirão Preto, 12% a mais que Uberlândia (45,1 %) e quase 17% a mais que Joinville. O índice da Região Metropolitana fiou em 50,4% e a média paranaense é de 47,5%.

Em relação ao rendimento médio dos empregos formais, Londrina registrou crescimento de 24,2% na década analisada, chegando a 2019 com média de R$ 2.710,03, maior do que Uberlândia e Joinville e também melhor que as cidades de mesmo porte e Região Metropolitana, que registraram média de R$ 2.183,21, mas menor do que Ribeirão Preto que chegou à média salarial de R$ 2.746,37. No Paraná, a média foi ainda maior, R$ 2.760,31. A Macroplan tem um prazo de 13 meses para traçar as linhas gerais do desenvolvimento da cidade para os próximos 20 anos.

A iniciativa de solicitar o estudo é da Prefeitura de Londrina, que atendeu uma reivindicação de entidades da sociedade civil organizada, como ACIL, Sebrae e o Fórum Desenvolve Londrina.